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Morre professora Cordélia Robalinho

Morre professora Cordélia Robalinho 
Faleceu no ultimo dia 05 de abril em Recife (PE) a professora Cordélia, uma das pioneiras no curso de Biblioteconomia da Unb. Cordélia veio para Brasília em 1963, para atuar na Biblioteca Central da Universidade de Brasília. Na UnB ajudou a fundar o curso de Biblioteconomia, onde lecionou até se aposentar. 
 

CORDÉLIA ROBALINHO DE OLIVEIRA CAVALCANTI (1920-2017)

Por Antonio Briquet de Lemos

 

A professora Cordélia Robalinho de Oliveira Cavalcanti nasceu em Palmares, Pernambuco, no dia 11 de janeiro de 1920, e faleceu no Recife, no dia 5 de abril de 2017. Em 1948 ingressou no curso de biblioteconomia organizado por José Césio Regueira Costa, na Diretoria de Documentação e Cultura da Prefeitura Municipal do Recife, e dirigido por Edson Nery da Fonseca. Esse curso foi absorvido, em 1950 pela Universidade do Recife, posteriormente Universidade Federal de Pernambuco. Formou-se em 1949.

Sua carreira profissional foi marcada por expressivas realizações: na biblioteca da Faculdade de Direito da Universidade do Recife, de cuja reforma participou; na Universidade Federal de Pernambuco, onde organizou e chefiou o Serviço Central de Bibliotecas; na Universidade de Brasília e na Câmara dos Deputados. Mudou-se para Brasília em 1963, para trabalhar  na Biblioteca Central da Universidade de Brasília. Na UnB ajudou a fundar o curso de Biblioteconomia, em que lecionou até se aposentar. 

Em 1964, assumiu, por concurso público, o cargo de bibliotecária da Câmara dos Deputados onde chegou a exercer a função de diretora da Biblioteca e posteriormente de diretora do Centro de Documentação e Informação, cargo em que se aposentou.

Incentivou a criação da Comissão de Publicações Oficiais Brasileiras (CPOB) que funcionou de 1975 a 1991. Em 1975 colaborou com a implantação do Departamento de Documentação do Centro Nacional de Referência Cultural.

Na área de ensino, participou, em 1950, do grupo fundador do curso de biblioteconomia da Universidade do Recife, na companhia de Edson Nery da Fonseca, Milton Mello, Myriam Gusmão Martins, Orlando da Costa Ferreira e Costa Porto. Participou da comissão criada pelo Ministério da Educação e Cultura para a realização de estudos relativos ao currículo mínimo de biblioteconomia. Especialista em catalogação e indexação, cedo se interessou pelas questões ligadas à automação de bibliotecas, tanto na docência quanto na sua aplicação na Biblioteca da Câmara dos Deputados. Foi a pioneira na introdução na Universidade de Brasília, em 1966, da disciplina Mecanização e Automação de Bibliotecas. Dedicou-se à docência por cerca de 50 anos.

Colaborou na organização do 1º Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, realizado no Recife, em 1954. Teve intensa participação na Comissão de Documentação da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), na Comissão Nacional do Catálogo Coletivo, e na de Classificação Decimal Universal, do antigo Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação (IBBD). Fez parte atuante do movimento associativo e também foi membro da primeira diretoria do Conselho Federal de Biblioteconomia (1966-1969) e da Associação dos Bibliotecários do Distrito Federal (ABDF).

Deixou um importante legado de trabalhos publicados, com destaque para seu manual Catalogação simplificada, de 1970, e outros dois sobre indexação e tesauros (1977, 1978). Aberta aos novos tempos e às mudanças, produziu, em 1996, um percuciente estudo de revisão bibliográfica sobre a evolução e os avanços da biblioteconomia até a ciência da informação: Da Alexandria do Egito à Alexandria do espaço. A partir de 1980, dedicou-se, junto com Murilo Bastos da Cunha, ao ambicioso trabalho de pesquisa para a redação de um dicionário de biblioteconomia. Em 1995, voltou ao Recife por causa de problemas de saúde e coube ao seu diligente colaborador terminar a obra que acabou sendo publicada em 2008 com o título de Dicionário de biblioteconomia e arquivologia.

Sua trajetória de vida foi marcada pelo estrito respeito à vocação e aos princípios que devem nortear o trabalho do servidor público.